Sa√ļde Fiocruz

Fiocruz aponta estabilidade em casos de síndrome respiratória grave

A incidência de casos e óbitos causados por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) manteve-se estável na semana encerrada em 16 de outubro, diz

Por Fernanda Cappellesso

21/10/2021 às 10:55:04 - Atualizado h√°

A incid√™ncia de casos e óbitos causados por s√≠ndrome respiratória aguda grave (SRAG) manteve-se est√°vel na semana encerrada em 16 de outubro, diz o boletim InfoGripe, divulgado hoje (20) pela Funda√ß√£o Oswaldo Cruz.


De acordo com o boletim, o cen√°rio atual aponta para ind√≠cios de estabilidade na tend√™ncia de longo prazo (√ļltimas seis semanas) e de crescimento leve na tend√™ncia de curto prazo (√ļltimas tr√™s semanas), o que ainda é considerado compat√≠vel com um quadro geral de estabilidade.


Os casos da s√≠ndrome s√£o acompanhados por pesquisadores como um dos par√Ęmetros para monitorar a pandemia de covid-19, j√° que o SARS-CoV-2 foi o respons√°vel por 96,6% dos 673 mil casos de SRAG causados por v√≠rus em 2021 e por 98,8% dos 413 mil que foram registrados em 2020.


Na an√°lise desta semana, a Fiocruz mostra que o cen√°rio de estabilidade para a SRAG estende-se por todas as faixas et√°rias. Apesar disso, o boletim destaca que, entre as crian√ßas com até 9 anos, o patamar que se mantém é semelhante ao do pico de 2020, entre 1 mil e 1,2 mil casos semanais. J√° para as outras faixas et√°rias, o patamar é o menor desde o in√≠cio da pandemia. Enquanto a covid-19 est√° associada à maior parte dos casos de SRAG entre adultos, na faixa et√°ria até 9 anos, a presen√ßa do V√≠rus Sincicial Respiratório (VSR) é superior à do SARS-CoV-2.


Para o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, é fundamental acompanhar a evolu√ß√£o de casos entre a popula√ß√£o de crian√ßas, adolescentes e idosos para monitorar a tend√™ncia do n√≠vel de transmiss√£o comunit√°ria, j√° que houve um avan√ßo na cobertura vacinal de adultos e jovens adultos. Gomes avalia que apesar do cen√°rio de estabilidade, o crescimento leve no curto prazo aponta a necessidade de cautela e acompanhamento adequado do impacto das medidas de flexibiliza√ß√£o.


Das 27 unidades federativas, apenas nove apresentam sinal de crescimento na tend√™ncia de longo prazo: Alagoas, Amap√°, Cear√°, Piau√≠, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Como tal crescimento é recente, ele ainda é considerado compat√≠vel com uma oscila√ß√£o dentro da estabilidade, avalia o boletim.


Em 11 estados e no Distrito Federal, a pesquisa mostra que h√° tend√™ncia de queda na an√°lise das √ļltimas seis semanas (longo prazo): Acre, Amazonas, Maranh√£o, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Para√≠ba, Paran√°, Rio de Janeiro, Rondônia e S√£o Paulo.


A pesquisa também mostra o n√≠vel de transmiss√£o comunit√°ria nas capitais, estando a maioria delas ainda em macrorregi√Ķes de sa√ļde em que esse patamar é considerado alto: Aracaju, Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiab√°, Fortaleza, Jo√£o Pessoa, Macap√°, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória.


Para Belo Horizonte, Bras√≠lia, Curitiba, Florianópolis, Goi√Ęnia e S√£o Paulo, o n√≠vel de transmiss√£o comunit√°ria do SARS-CoV-2 é considerado muito alto e, segundo a pesquisa, nenhuma capital apresenta transmiss√£o em n√≠vel extremamente alto.

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