Uso de ferramentas tecnológicas no manejo de nematoides

É preciso reforçar o conceito de agricultura de precisão e digital para a nematologia agrícola

Por GG Noticias em 30/07/2022 às 15:00:00

O uso das novas ferramentas tecnológicas da agricultura de precisão e digital para o controle de nematoides serão apresentadas no 37o Congresso Brasileiro de Nematologia em Ribeirão Preto, de 1 a 4 de agosto de 2022

Com o avanço da digitalização no agro, cada vez mais os agricultores estão buscando ferramentas tecnológicas para serem mais eficientes no campo, especialmente quando o assunto são os problemas fitossanitários na lavoura.

A agricultura de precisão e as ferramentas digitais já vêm sendo aplicadas em várias áreas agronômicas, principalmente no manejo do solo, porém, é preciso reforçar o conceito de agricultura de precisão e agricultura digital para a Nematologia Agrícola.

Com essa abordagem será apresentado o primeiro painel sobre "Agricultura de precisão e digital em nematologia agrícola", no 37º Congresso Brasileiro de Nematologia, que acontecerá em Ribeirão Preto, de 1 a 4 de agosto de 2022.

O painel contará com três palestrantes e terá como mediador o pesquisador e professor Carlos Eduardo de Mendonça Otoboni, da Faculdade de Tecnologia de Pompeia. Para falar sobre "Satélites, drones, sensores e índices de vegetação no diagnóstico de nematoides" foi convidado o professor Peterson Ricardo Fiório, USP/Esalq, de Piracicaba.

A palestra "Diagnóstico inteligente e aplicação localizada de nematicidas" será proferida pela engenheira agrônoma Gabriela Lara Leite Alcalde, da CygniAG. E o terceiro convidado, o engenheiro agrônomo Sérgio Luís Góes, da APAgri Consultoria Agronômica, vai falar da "Experiência prática na aplicação de técnicas de agricultura de precisão e digital em áreas infestadas".

"A ideia do painel é mostrar aos participantes, em especial ao produtor rural, as novas tecnologias que permitem sair do tratamento uniforme de nematoides para um tratamento mais preciso, resultando em ganhos ambientais e econômicos", afirma o pesquisador Carlos Eduardo Otoboni.

Normalmente, as pragas e as doenças, entre elas os nematoides, acontecem nas lavouras de forma aleatória ou localizada, causando as chamadas reboleiras. No entanto, os sistemas tradicionais de manejo das lavouras tratam as áreas de cultivo de forma homogênea.

"Esse é o grande dilema enfrentado pelo agricultor. Para reestabelecer a sanidade da lavoura, com insumos ou defensivos agrícolas, o produtor rural acaba aplicando de forma uniforme em toda área de plantio, onde não há necessidade", explica o professor.

O desperdício de insumos traz prejuízos não somente financeiros, mas especialmente ambientais por não atingir o alvo biológico. "Se aplicarmos os produtos de forma mais precisa na lavoura, consequentemente teremos um ganho econômico e ambiental e, até mesmo social, pois as operações vão representar menos riscos".

Outro aspecto destacado por Otoboni são as tecnologias computadorizadas utilizadas nos maquinários, às quais trazem às operações bastante precisão. "No manejo de nematoides, esses maquinários podem fazer aplicações precisas e localizadas, de modo que o produtor tenha eficiência do manejo no controle de pragas", acrescenta o pesquisador.

Com essa finalidade, a agricultura digital disponibiliza no mercado inúmeros sensores embarcados nos satélites e drones, os quais permitem fazer um acompanhamento da lavoura e da evolução do tratamento diariamente, ou no máximo semanal.

"Essa informação digital vai auxiliar o agricultor a fazer um melhor planejamento das amostragens nematológicas, gerando mapas de análises de precisão da área e de aplicação de defensivos com taxas variáveis", enfatiza Otoboni.

Dentro dos problemas fitossanitários, os nematoides estão em segunda classe de aplicação dessas tecnologias, perdendo apenas para plantas daninhas. "Em cana de açúcar, por exemplo, o drone pulveriza somente na mancha".

Inscrições e informações: acesse o site e faça sua inscrição para a versão digital: https://linktr.ee/cbnematologia

Fonte: Conexão Agro

Fonte: Portal do Agronegócio

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