Tocantins

Mãe e filhas refugiadas em hospital após denúncia de estupro pelo padrasto

Mulher e suas duas filhas vivem no Hospital de Pequeno Porte de Natividade após revelação de abusos há anos

Por Redação

11/07/2023 às 23:00:00 - Atualizado há
Foto: MPE

Uma história de horror e desamparo choca o município de Natividade, no sudeste do Tocantins. Uma mãe e suas duas filhas, de 11 e 9 anos de idade, estão refugiadas dentro do Hospital de Pequeno Porte de Natividade há uma semana. O motivo dessa situação dramática é a descoberta de que a filha mais velha era vítima de estupro cometido pelo padrasto há vários anos.

Após a corajosa revelação da criança na escola, o Conselho Tutelar foi acionado e a mãe foi encaminhada à delegacia da Polícia Civil em Dianópolis para registrar o caso. Desde então, a mulher teme retornar para casa e, por não ter para onde ir, encontrou abrigo precário no hospital.

A família ocupava um imóvel cedido em uma fazenda, e o suspeito principal do abuso é o padrasto das crianças. O caso está sendo investigado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), que abriu um inquérito para apurar o estupro. No entanto, a prisão temporária do suspeito foi negada pela Justiça, alegando falta de elementos que comprovassem seu possível envolvimento.

A situação da mãe e das duas filhas é extremamente delicada. Elas estão acomodadas em uma sala destinada a pacientes no hospital, mesmo sem as condições adequadas para abrigar pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. Preocupado com essa situação, o Ministério Público entrou com um pedido na Justiça para que a Prefeitura de Natividade conceda um auxílio aluguel para a família, garantindo-lhes um local seguro para recomeçar suas vidas.

Enquanto aguardam uma solução para seu abrigo, a mãe e as duas crianças estão em um ambiente insalubre e inadequado. O jornalista Lailton Costa, teve acesso ao documento que comprova a solicitação do auxílio aluguel feita pela promotoria de Justiça de Natividade.

O prefeito de Natividade, Thiago Jayme (PP), foi procurado para comentar o caso, porém não atendeu as ligações. Segundo informações, o município alega não dispor do benefício de aluguel social e aguarda uma ordem judicial para custear essa despesa. Uma alternativa oferecida pelo prefeito foi o pagamento das despesas para que a família possa se hospedar na casa de parentes em outra cidade, mas a mulher teria recusado essa opção.

Diante da situação de vulnerabilidade e desespero em que se encontram, é fundamental que as autoridades competentes garantam o suporte e o auxílio necessário para a mãe e as crianças nesse momento tão delicado. A denúncia de abuso sexual precisa ser investigada de forma rigorosa, visando a proteção das vítimas e a punição do agressor.

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