Segurança P√ļblica

Operação Flak: PF sequestra aviões, fazendas e postos em ofensiva contra tráfico internacional

Justiça Federal do Tocantins emite dezenas de mandados para ações nos estados do Par√° e Goi√°s.

Por Redação

27/09/2023 às 10:07:21 - Atualizado h√°
Foto: PF

Nesta quarta-feira (27), uma operação da Polícia Federal est√° sacudindo as entranhas do tr√°fico internacional de drogas. Dezenas de mandados judiciais estão sendo cumpridos na segunda fase da Operação Flak, uma investida que começou em 2019 e agora ganha um novo fôlego. A Justiça Federal do Tocantins emitiu 31 mandados de busca e apreensão, e as ações ocorrem em cidades do Par√° e de Goi√°s, incluindo Goiânia (GO), Tucumã (PA) e São Felix do Xingú (PA).

A ofensiva abrange uma série de medidas, incluindo:

  • Sequestro de bens móveis e imóveis, abrangendo nove fazendas;
  • Bloqueio nas contas banc√°rias de 41 pessoas envolvidas nas investigações;
  • Sequestro de carros e 27 aeronaves usadas pela organização criminosa;
  • Buscas em endereços ligados aos suspeitos.

Foto: PF

A investigação concentra-se em desmantelar uma organização criminosa que opera o tr√°fico internacional de drogas, conectando países produtores, como Venezuela, Bolívia, Colômbia e Peru, a nações de destino ou de passagem, como o Brasil, Honduras e Suriname.

A organização não limitava sua ação às Américas, estendendo-se até a América do Norte, √Āfrica e Europa. Para garantir o √™xito de suas operações, o grupo comprava aeronaves, registrava-as em nome de "laranjas", contratava pilotos e controlava aeroportos clandestinos.

Foto: PF

De acordo com a Polícia Federal, a segunda fase da operação revelou uma estrutura paralela para lavagem de dinheiro, bens e ativos. Isso envolvia câmbio ilegal e movimentação financeira fora do sistema banc√°rio, bem como o uso de empresas de turismo e ag√™ncias de câmbio em Palmas e Goiânia (GO). Além disso, a organização criminosa lavava dinheiro através da aquisição de postos de combustíveis em Tucumã (PA) e Aparecida de Goiânia (GO), bem como através da criação de empresas de fachada e compra de imóveis em nome de laranjas.

A Operação Flak começou em 2018, após a apreensão de uma aeronave com 300 quilos de cocaína em Formoso do Araguaia. O principal suspeito, apontado como líder do grupo, é João Soares Rocha, que possuía fazendas, aviões, postos de combustíveis e até mesmo um hangar.

Foto: Wagner Magalhães

A investigação revelou uma rota complexa que envolvia países produtores, intermedi√°rios e destinat√°rios, com pistas no Tocantins sendo usadas pelo grupo. Em 2018, a polícia também encontrou um submarino improvisado no Suriname, capaz de transportar até 7 toneladas de drogas para a Europa e a √Āfrica.

No ano seguinte, a PF realizou uma megaoperação que resultou em 28 prisões e a apreensão de 11 aeronaves. João Soares Rocha, o suposto líder do grupo, chegou a ser preso, mas agora é considerado foragido.

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