Crimes Ambientais nas Serras Gerais: Tocantins Investiga Denúncias Impactantes

Governo toca o alerta vermelho após surgimento de crateras e descarte irregular de embalagens de agrotóxicos e pneus na região que faz fronteira com a Bahia.

Foto: Renato Jayme

Foto: Renato Jayme

Uma ameaça silenciosa à natureza está pairando sobre a região das Serras Gerais, no sudeste do Tocantins, na divisa com o estado da Bahia. Denúncias chocantes sobre o surgimento de crateras e o descarte irregular de embalagens de agrotóxicos e pneus levaram o governo a tomar medidas drásticas. As autoridades estaduais estão agora em uma corrida contra o tempo para conter os danos ambientais e identificar os responsáveis.

Neste último sábado (4), a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) agiu rapidamente, realizando uma visita à cidade de Lavandeira. Equipes sobrevoaram as áreas críticas, incluindo a cabeceira do Rio Palma entre os municípios de Aurora do Tocantins e o Riacho Bartolomeu. A situação é alarmante, mas a determinação é clara: avaliar a extensão dos danos e encontrar soluções eficazes, incluindo a identificação e punição dos responsáveis.

Foto: Adilvan Nogueira

O secretário da Semarh, Marcello Lelis, ressaltou a gravidade da situação e a urgência de ações concretas. Um relatório detalhado sobre a situação nas Serras Gerais será elaborado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e entregue à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, no dia 14 de novembro. Esta ação visa envolver as autoridades nacionais na resolução desse problema que afeta ambos os estados, Bahia e Tocantins.

A preocupação central está relacionada à qualidade da água, vital para a comunidade ribeirinha que reside próxima à área impactada. Agrotóxicos escorrendo para as nascentes representam um risco sério para essa população local.

Foto: Renato Jayme

Bernardino Rodrigues, presidente da ONG Voz Ambiental, que foi fundamental para denunciar o crime ambiental, expressou sua confiança na resolução imediata do problema e destacou a importância de uma ação rápida por parte do governo.

Renato Jayme, presidente do Naturatins, ressaltou a violação do código florestal, enfatizando que a distância de 100 metros das áreas de preservação permanentes não foi respeitada. A responsabilização dos culpados e a recomposição das áreas danificadas são essenciais nesse processo.

Foto: Renato Jayme

O Governo do Tocantins, juntamente com órgãos ambientais baianos e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já está tomando medidas para lidar com essa ameaça ambiental que exige a ação imediata de todos os envolvidos. A saúde do nosso meio ambiente e a qualidade de vida das comunidades locais estão em jogo, e a resposta a essa situação deve ser rápida e eficaz.