Brasil perde posição no ranking de competitividade sob liderança de Lula

País ocupa 60ª posição, ficando à frente somente de África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela

Agência Brasil

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O Brasil enfrenta um revés em sua posição no ranking global de competitividade, com repercussões negativas para o ambiente de negócios e investimentos. De acordo com o International Institute for Management Development (IMD), em 2023 o país despencou para a 60ª posição, ficando à frente apenas de África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela. Esses resultados são um alerta para o enfraquecimento da atratividade e da capacidade de geração de negócios no país.

O anuário do IMD avalia a competitividade de 64 economias com base em indicadores nacionais e na percepção de 6,4 mil executivos entrevistados pelos pesquisadores. Infelizmente, o Brasil ficou atrás de nações como Kuwait, Botsuana, Colômbia, México e Peru. Essa queda no ranking coloca em evidência a necessidade urgente de ações que impulsionem a competitividade do país.

Ao analisar os fatores que influenciam a competitividade, constata-se um desempenho insatisfatório da economia brasileira em três dos quatro grandes grupos analisados. A Eficiência dos Negócios, a Eficiência do Governo e a Infraestrutura apresentaram queda em suas posições. Apenas o Desempenho Econômico registrou melhora, ainda que modesta, com o Brasil subindo da 48ª para a 41ª posição nesse indicador.

No grupo da Eficiência do Governo, aspectos como barreiras tarifárias, custo de capital, leis trabalhistas e suporte legislativo para a criação de empresas tiveram impacto negativo no desempenho do Brasil. Esse cenário é alarmante e exige medidas efetivas para reverter a situação.

No âmbito nacional, a Fundação Dom Cabral (FDC) foi responsável pela coleta de dados junto ao setor privado. Segundo a instituição, o baixo desempenho do país nesse indicador reflete o lento progresso da economia, especialmente em áreas como simplificação tributária, investimento em tecnologia e infraestrutura.

Enquanto o Brasil luta para recuperar sua competitividade, países como Dinamarca, Irlanda, Suíça, Cingapura, Holanda, Taiwan, Hong Kong, Suécia, Estados Unidos e Emirados Árabes se destacam nas primeiras posições do ranking de competitividade global. Essas nações têm sido capazes de atrair investimentos, gerar empregos e impulsionar o crescimento econômico por meio de políticas eficientes e medidas estratégicas.

É crucial que o Brasil adote uma abordagem abrangente e direcionada para superar os obstáculos que limitam sua competitividade. A revitalização da economia, a modernização das leis trabalhistas, o estímulo à inovação tecnológica e o investimento em infraestrutura são alguns dos caminhos a serem percorridos para promover um ambiente de negócios mais dinâmico e atrativo.

A hora é de ação e liderança. O Brasil precisa reverter essa tendência negativa e reafirmar seu papel como uma economia competitiva e próspera. Somente assim poderemos oferecer um futuro promissor para nossos empreendedores, trabalhadores e investidores, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico do país.