General Motors (GM) segue os passos da Volkswagen e suspende produção de carros

Montadora toma medida drástica devido à estagnação do mercado e vai interromper contratos de trabalho de 1,2 mil funcionários

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

Após a Volkswagen anunciar a suspensão de suas atividades em diversas fábricas pelo Brasil, chegou a vez da General Motors (GM) seguir o mesmo caminho. A montadora americana planeja interromper a produção de carros em sua fábrica em São José dos Campos, no interior de São Paulo, por um período que pode se estender até dez meses.

A partir do dia 3 de julho, cerca de 1,2 mil funcionários entrarão em um período de layoff, ou seja, terão seus contratos de trabalho suspensos. Essa medida pode ser prorrogada por mais cinco meses, caso seja necessário. A fábrica de São José dos Campos é considerada "deficitária" e é responsável pela produção do SUV Trailblazer e da picape S10, que estão cotados para receberem novas gerações.

A GM informou que está em negociação com o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos para tomar medidas que adequem a produção à atual demanda do mercado, visando garantir a sustentabilidade do negócio. Essa é uma medida necessária diante da estagnação do mercado automobilístico e dos desafios enfrentados pela indústria.

A situação da GM se assemelha à da Volkswagen, que também anunciou a suspensão de suas atividades em várias fábricas pelo Brasil devido à "estagnação do mercado". Imagens do pátio da Volkswagen em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, chamaram a atenção nas redes sociais, mostrando milhares de carros estocados.

Esses acontecimentos evidenciam que o plano do governo de aumentar os incentivos fiscais às montadoras, anunciado durante a gestão de Lula, não surtiu o efeito desejado. Mesmo com a injeção de aproximadamente R$ 500 milhões em benefícios para automóveis e comerciais leves, o mercado automobilístico não apresentou o crescimento esperado pelas fábricas.

De acordo com dados do Registro Nacional de Veículos Automotores, a média de vendas diárias em junho até o último dia 19 foi de 6,2 mil unidades, considerando veículos leves e pesados. Esse número representa uma diminuição de 20% em comparação ao mesmo período de maio, demonstrando a crise enfrentada pelo setor automotivo.

Essa é uma realidade preocupante para as montadoras, que precisam tomar medidas estratégicas para enfrentar esse cenário desafiador e buscar alternativas que garantam a sustentabilidade de seus negócios no Brasil. O futuro do mercado automobilístico permanece incerto, e é fundamental que o governo e as empresas trabalhem juntos para superar os obstáculos e impulsionar a recuperação do setor.