Sa√ļde Minist√©rio da Sa√ļde

Usar máscara é obrigação, afirma ministro da Saúde

Por GG Notícias

29/03/2021 às 19:53:28 - Atualizado h√°

O ministro da Sa√ļde, Marcelo Queiroga, defendeu hoje (29) o uso de m√°scaras e o distanciamento social por todos os brasileiros. Em audi√™ncia p√ļblica na comissão tempor√°ria criada no Senado para acompanhar as ações contra a Coronav√≠rus, Queiroga lembrou que as duas medidas são defendidas pelos cientistas e infectologistas desde o in√≠cio da pandemia.

"Se todos os brasileiros usassem m√°scaras, ter√≠amos efeito quase igual ao da vacinação. Então, usar m√°scara é uma obrigação de todos os brasileiros, [assim como] evitar aglomerações f√ļteis", disse o ministro, em audi√™ncia p√ļblica na comissão tempor√°ria criada no Senado para acompanhar as ações contra a Coronav√≠rus.

Pouco depois, o ministro reforçou a defesa de ações não farmacológicas para conter a escalada do v√≠rus no Brasil. "Do ponto de vista pr√°tico, para conseguirmos reduzir essa calamidade, precisamos investir nas medidas de redução de circulação do v√≠rus. Evitar aglomerações, [promover o] distanciamento social, o uso das m√°scaras e, a critério de cada estado ou munic√≠pio, de acordo com a situação sanit√°ria, aplicar medidas restritivas mais fortes."

Queiroga destacou a importância de uma campanha para evitar aglomerações na Semana Santa. "Nós temos que comunicar à sociedade, de maneira clara, que eles t√™m que colaborar com as autoridades sanit√°rias para que consigamos reduzir essa contaminação". O ministro disse que conversou com um representante da Confer√™ncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para alinhar uma campanha de conscientização dos cristãos sobre o uso de m√°scaras.

A postura de Queiroga agradou aos senadores. J√° havia uma demanda do Senado por uma postura mais alinhada às opiniões dos cientistas. "As suas palavras j√° demonstram o quanto voc√™ se diferencia e o quanto a gente precisava ouvir isso, diferentemente do que a gente vinha ouvindo por parte de outros ministros, de tudo aquilo que a gente tinha como expectativa", disse Daniella Ribeiro (PP-PB).

"Eu me senti contemplado com a postura, que esperamos ter do Ministério da Sa√ļde. É a postura de um ministro da Sa√ļde que coloca a ci√™ncia no altar necess√°rio ao enfrentamento de uma pandemia. E isso é um bom press√°gio de que existe esperança de virarmos esse jogo", afirmou Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Vacinas

Sobre a necessidade de aumentar o ritmo da vacinação no pa√≠s, o ministro afirmou que o problema é para os próximos tr√™s meses, j√° que grande parte dos imunizantes encomendadas de laboratórios estrangeiros deve chegar no segundo semestre. Ele destacou, no entanto, que o ritmo da vacinação j√° aumentou, tendo chegado perto da meta de 1 milhão de pessoas imunizadas por dia. "Essa meta j√° est√° praticamente atingida, j√° superamos os 900 mil indiv√≠duos imunizados por dia."

Queiroga disse contar com as vacinas produzidas pelo Instituto Butantan (CoronaVac) e pela Fiocruz (AstraZeneca) para cumprir o calend√°rio. Ele ressaltou, porém, que ouviu do Butantan a informação sobre e atraso na distribuição dos ingredientes para produção dos imunizantes. Nesse caso, o ingrediente farmac√™utico ativo (IFA) é importado da China. "H√° uma guerra por vacina no mundo inteiro. Temos que ir l√°, aonde as doses estão, e brigar por cada dose de vacina."

Para Queiroga, é "leg√≠tima" a intenção da iniciativa privada de comprar vacinas, seja para doar integralmente ao Programa Nacional de Imunização (PNI), seja para vacinar seus trabalhadores com uma parte e doar a outra parte. Ele foi cauteloso com essa possibilidade, ao lembrar a necessidade de "ajustes regulatórios", mas mostrou-se aberto à ideia. "O Ministério da Sa√ļde não vai colocar qualquer tipo de óbice para ampliar a vacinação."

Secretaria de combate à Coronav√≠rus

O ministro da Sa√ļde Ele reforçou ainda a intenção, j√° manifestada na semana passada, de criar a Secretaria Extraordin√°ria de Enfrentamento à Pandemia de Coronav√≠rus, na qual se concentrariam os esforços do pasta voltados ao combate à doença. "E [para] a estrutura do ministério continuar trabalhando forte em toda a agenda que h√° dentro da sa√ļde brasileira."

Queiroga também pediu o apoio dos senadores no combate à pandemia e se comparou a um jogador de futebol prestes a bater um p√™nalti decisivo em uma Copa do Mundo. "O que esse ministro precisa de voc√™s é do voto de confiança de cada um para que, juntos, essa nação, que se une em Copa do Mundo, se una no enfrentamento à pandemia, e a gente consiga, num curto espaço de tempo, vencer a pandemia, retomar as nossas atividades normais."

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