Internacional

General russo ligado a Yevgeny Prigojin é preso após motim, revela jornal

Sergei Surovikin, que teria informações sobre rebelião do Grupo Wagner, é detido na Rússia

Por Redação

29/06/2023 às 08:15:00 - Atualizado há
Fonte: Mil.ru

Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira por fontes russas, o general russo Sergei Surovikin, associado à ala do Exército russo próxima ao líder mercenário Yevgeny Prigojin, foi preso para interrogatório. Fontes afirmam que Surovikin teria conhecimento prévio do plano de motim de Prigojin antes da rebelião ocorrer. O general não é visto em público desde o último sábado, quando a rebelião foi contida, levantando especulações sobre sua localização, possivelmente no centro de detenção Lefortovo, em Moscou.

De acordo com o jornal russo The Moscow Times, citando fontes próximas ao Ministério da Defesa, Surovikin teria escolhido o lado de Prigojin durante o levante, o que poderia explicar sua prisão. Essa informação surge após relatos do The New York Times, que citou fontes de inteligência americana afirmando que o general possuía informações sobre a tentativa de rebelião antes que ela acontecesse. Autoridades americanas estão investigando se Surovikin, ex-comandante russo na Ucrânia, teve participação no planejamento das ações de Prigojin no último fim de semana, considerado uma ameaça significativa ao presidente Vladimir Putin em seus 23 anos no poder.

Enquanto o Kremlin descreveu as informações americanas como "fofocas" e afirmou que há um forte apoio ao presidente, não negou explicitamente o conteúdo da reportagem do The New York Times. O Ministério da Defesa russo também não respondeu ao questionamento do Moscow Times sobre a prisão de Surovikin. A situação evidencia uma possível luta interna dentro da liderança militar russa, envolvendo partidários de Prigojin e os principais conselheiros militares de Putin, Sergei Shoigu e o general Valery Gerasimov. As autoridades americanas indicam que outros generais russos também podem ter apoiado a tentativa de mudança na liderança do Ministério da Defesa por meio de força.

Surovikin é um respeitado líder militar, reconhecido por fortalecer as defesas nas linhas de batalha após a contraofensiva da Ucrânia no último ano. Embora tenha sido substituído como principal comandante em janeiro, ele ainda mantinha influência nas operações de guerra e era popular entre as tropas. Seu possível envolvimento nos eventos do fim de semana passado indica a existência de tensões internas dentro das Forças Armadas russas. A situação poderia ter implicações para o futuro das operações militares russas na Ucrânia, especialmente enquanto as tropas apoiadas pelo Ocidente lançam uma nova contraofensiva para reconquistar território. Agora, cabe a Putin decidir se Surovikin ajudou Prigojin e como o Kremlin deve responder a essa situação delicada.

Foto: AFP

Enquanto isso, informações recentes do The Wall Street Journal sugerem que Prigojin tinha a intenção de prender os chefes das Forças Armadas russas, Sergei Shoigu e Valery Gerasimov, durante uma viagem planejada ao sul do país. No entanto, os planos foram descobertos pelo serviço de segurança nacional russo, o que forçou Prigojin a antecipar a rebelião. O líder paramilitar recuou posteriormente, afirmando que sua intenção era salvar a organização e não tomar o poder. Autoridades russas, como Viktor Zolotov, comandante da Guarda Nacional Russa, sugerem que a rebelião foi planejada pelos serviços de inteligência ocidentais.

Esses recentes acontecimentos indicam um cenário de incertezas na hierarquia militar russa e suas possíveis consequências tanto na política interna quanto nas ações militares. A prisão do general Surovikin revela a complexidade e os desafios enfrentados pelo Kremlin diante dessas divergências. A medida em que mais informações são reveladas, é esperado que o presidente Putin tome decisões cruciais que moldarão o futuro das Forças Armadas russas no campo de batalha da Ucrânia.

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