Esportes Jiu-Jitsu

Jiu-Jitsu: Por Que o Esporte Não é Olímpico? Entenda os Motivos

Em meio a novas modalidades sendo adicionadas ao evento, não há perspectivas de que o Jiu-Jitsu seja uma delas.

Por Redação

03/07/2024 às 18:02:34 - Atualizado há
Foto: Reprodução

Desde as Olimpíadas Rio 2016, novos esportes têm ganhado espaço no evento, como o surfe, o skate, o caratê e, mais recentemente, o breaking. Diante dessas novidades, praticantes e entusiastas do Jiu-Jitsu, esporte popular no Brasil, questionam se o esporte estará nos Jogos Olímpicos algum dia. A resposta para essa pergunta é complexa, e os especialistas insistem na opção negativa. Entenda os motivos que impedem o Jiu-Jitsu de se tornar um esporte olímpico.

A organização que rege os Jogos Olímpicos é o Comitê Olímpico Internacional (COI), responsável por "promover o esporte na sociedade, fortalecendo a integridade do esporte e apoiando atletas limpos e outras organizações desportivas". O COI analisa quais esportes podem ser acrescentados às modalidades olímpicas, e as regras para que uma atividade esportiva se torne um esporte olímpico são claras:

  • Ser praticado em 75 países e 4 continentes por homens;
  • Ser praticado em 40 países e 3 continentes por mulheres;
  • Ser regido por uma única entidade em escala global.

No caso do Jiu-Jitsu, não é fácil delimitar que ele cumpre as duas primeiras regras, e ele definitivamente não cumpre a terceira. Ou seja, não há uma federação internacional responsável por aplicar as regras do esporte para as federações menores.

Um dos principais impedimentos é a falta de unidade entre as confederações e federações de Jiu-Jitsu, que divergem em várias questões da modalidade. Regras como vestimenta, cores dos quimonos, cores de faixa e regras de golpes variam conforme o local onde o esporte é praticado. Além disso, cada federação promove seu próprio campeonato, resultando na ausência de um campeão ou campeã mundial unificado de Jiu-Jitsu.

As principais federações no Brasil são:

  • Confederação Brasileira de Jiu Jitsu (CBJJ)
  • Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Esportivo (CBJJE)
  • Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Olímpico (CBJJO)
  • Confederação Brasileira de Jiu Jitsu Desportivo (CBJJD)

No exterior, a Federação de Jiu Jitsu dos Emirados Árabes Unidos e a Federação Internacional de Jiu Jitsu Brasileiro são as mais conhecidas.

Muitos fãs que acompanham os esportes olímpicos entendem de regras e pontuações, ou buscam se informar durante uma competição. Porém, alguns espectadores procuram entender sobre uma partida enquanto assistem. No Jiu-Jitsu, não é fácil entender as regras. A luta é definida por pontuações acumuladas pelos atletas. Quando há empate, por exemplo, às vezes não é possível entender como as vitórias são definidas. Isso não estimula o COI a inserir o esporte nas Olimpíadas.

Outro ponto destacado pelos profissionais sobre o Jiu-Jitsu se tornar um esporte olímpico é que muitos atletas têm o esporte como fonte de renda, já que não contam com patrocínio ou conquistas de campeonatos. Caso o Jiu-Jitsu se torne um esporte olímpico, algumas academias poderiam ser prejudicadas, já que o próprio governo abriria centros de treinamentos gratuitos. É o que defendeu Roger Gracie, símbolo do Jiu-Jitsu Brasileiro e decacampeão mundial na faixa preta, em entrevista para um canal do YouTube sobre a modalidade.

A inclusão do Jiu-Jitsu nas Olimpíadas enfrenta desafios significativos, desde a falta de uma federação internacional unificada até as variações nas regras do esporte. Além disso, a potencial mudança no modelo econômico para academias e atletas também gera resistência dentro da comunidade. Enquanto esses obstáculos persistirem, o Jiu-Jitsu continuará fora do palco olímpico, apesar de sua popularidade crescente.

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