Sa√ļde Luto

Setembro Amarelo continua em pauta: processo de luto é ainda mais difícil na pandemia

Psicóloga Luciene Bandeira, cofundadora da Psicologia Viva, startup aportada pelo BMG UpTech, explica como acolher pessoas que perderam ente querido, por suicídio, nesse período.

Por Assessoria de imprensa

13/10/2021 às 17:00:00 - Atualizado h√°

Mais de 700 mil pessoas decidiram tirar a própria vida em 2019, n√ļmero superior ao de mortes por HIV, mal√°ria, c√Ęncer de mama e homic√≠dio, de acordo com o √ļltimo levantamento da Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS). No Brasil, foram registrados 12.895 casos em 2020, segundo dados do Anu√°rio Brasileiro de Seguran√ßa P√ļblica. Para os sobreviventes enlutados, termo criado por especialistas para se referir a quem enfrenta o suic√≠dio de um parente ou amigo, o sentimento de perda foi agravado durante a pandemia, diante das restri√ß√Ķes impostas para evitar a propaga√ß√£o do v√≠rus.

No atual cen√°rio, o processo de luto tem sido ainda mais dif√≠cil, como explica a psicóloga Luciene Bandeira, cofundadora da Psicologia Viva, maior empresa digital de sa√ļde mental da América Latina e integrante do Grupo Conexa. "Isso acontece, principalmente por causa de dois aspectos: distanciamento social e velórios limitados a poucas horas de dura√ß√£o e ao m√°ximo de 10 pessoas presentes. Dessa forma, quem est√° enfrentando essa situa√ß√£o acaba se isolando e sente que faltou uma homenagem e despedida mais simbólicas ao ente querido", ressalta.

Ela apresenta quatro especificidades que os sobreviventes enlutados enfrentam e que os diferenciam em rela√ß√£o à dor que envolve outros tipos de morte: sentimento de culpa, procura por justifica√ß√£o, estigma social e abandono. Esses fatores podem causar depress√£o, desenvolvimento de transtornos mentais, queda de produtividade, depend√™ncia qu√≠mica e desinteresse em sua própria vida.

Diante disso, Luciene destaca a import√Ęncia da posven√ß√£o – cuidados e interven√ß√Ķes aos sobreviventes enlutados. Trata-se de uma forma de identificar e valorizar aspectos de prote√ß√£o que possuam maior influ√™ncia sobre os indiv√≠duos, como senso de responsabilidade com a fam√≠lia; la√ßos sociais bem estabelecidos com parentes e amigos; estar empregado; ter crian√ßas em casa; capacidade de adapta√ß√£o positiva; além de acesso a servi√ßos e cuidados de sa√ļde mental.

Esse √ļltimo ponto, por sinal, tem crescido consideravelmente nos √ļltimos dois anos. Por recomenda√ß√£o do Conselho Federal de Psicologia (CFP), as terapias presenciais passaram a acontecer na modalidade on-line, durante a Covid-19, visando à seguran√ßa de pacientes e psicólogos. A medida contribuiu para que mais pessoas se sentissem à vontade para procurar ajuda profissional, acredita Luciene. "Percebemos que os pacientes t√™m se sentido mais seguros e confort√°veis em expressarem suas emo√ß√Ķes, estando no ambiente doméstico. Eles n√£o ficam expostos aos riscos de contamina√ß√£o e também t√™m mais flexibilidade de hor√°rios", completa.

A Psicologia Viva, startup que é aportada pelo BMG UpTech, é uma grande aliada nesse momento, pois oferece orienta√ß√£o psicológica on-line. Todo o atendimento é realizado de forma remota, com suporte para videoconfer√™ncia, √°udio e texto. Atualmente, a plataforma tem a capacidade para realizar até 1.200 consultas por dia, se adequando ao hor√°rio e à rotina do usu√°rio, inclusive com sess√Ķes fora do per√≠odo comercial.

Luciene acrescenta que o luto é um processo individual e n√£o tem tempo espec√≠fico de dura√ß√£o, pois cada um reage de maneira diferente e sua resolu√ß√£o envolve ressignifica√ß√Ķes em rela√ß√£o à perda, aceita√ß√£o da condi√ß√£o e adapta√ß√£o ao novo contexto. Para lidar com a aus√™ncia do ser que partiu, além da terapia, ela sugere algumas dicas, como buscar grupos de apoio organizados por profissionais e/ou pessoas que vivenciaram o luto; realizar rituais de despedida ou homenagens que acalmem o cora√ß√£o, caso a pessoa se sinta confort√°vel para isso; participar de projetos de voluntariado; escrever conte√ļdos que possam contribuir com outras pessoas na mesma situa√ß√£o; compartilhar os sentimentos, entre outras.

Sobre o Grupo Conexa:
Player de sa√ļde digital, o Grupo Conexa cuida de mais de 16 milh√Ķes de pacientes, por meio da parceria com 67 mil profissionais de sa√ļde, em mais de 30 especialidades. Desde 2017, atua como plataforma de telemedicina, com a miss√£o de revolucionar o acesso à sa√ļde de qualidade, tornando a jornada e a experi√™ncia do paciente mais f√°cil, segura e humanizada. Em 2020, adquiriu a iMedicina, desenvolvedora de software de médicos, prontu√°rio eletrônico e l√≠der em atra√ß√£o e fideliza√ß√£o de pacientes. Em mar√ßo deste ano, uniu-se à Psicologia Viva, maior empresa de sa√ļde mental da América Latina. A companhia faz parte da Sa√ļde Digital Brasil (SDB) e tem como clientes, hospitais, operadoras de sa√ļde, laboratórios, além de grandes institui√ß√Ķes do varejo e do setor financeiro, como Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Magazine Luiza, Seguros Unimed, Intermédica, entre outras.

Sobre o BMG UpTech
Corporate venture do Grupo BMG – um dos maiores e mais importantes grupos empresariais do pa√≠s – com foco na inova√ß√£o. Basicamente, o BMG UpTech identifica as startups cujos negócios sejam vi√°veis, investe no seu desenvolvimento e as coloca em contato com o mercado, ou seja, com poss√≠veis compradores das solu√ß√Ķes. A empresa j√° realizou mais de 800 investimentos em startups no Brasil e Estados Unidos, juntamente à Bossa Nova Investimentos, companhia de microventure capital da qual é sócio.

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