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Pfizer: pesquisa revela impacto da pandemia na saúde mental de jovens

A pesquisa foi realizada pela Intelig√™ncia em Pesquisa e Consultoria (Ipec) e ouviu 2 mil pessoas na cidade de S√£o Paulo (SP) e nas regi√Ķes metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

Por Agência Brasil

02/09/2021 às 07:23:38 - Atualizado h√°

Durante a pandemia de covid-19, metade dos jovens sentiu impactos na sa√ļde mental, segundo pesquisa divulgada ontem (1¬ļ) pelo laboratório Pfizer. Segundo o estudo, 39% das pessoas na faixa de idade entre 18 e 24 anos disse que a sa√ļde mental ficou ruim no per√≠odo e 11% responderam que ficou muito ruim. Na amostra total, 5% disseram que a sa√ļde mental est√° muito ruim e 25% ruim, totalizando 30%.

A pesquisa foi realizada pela Intelig√™ncia em Pesquisa e Consultoria (Ipec) e ouviu 2 mil pessoas na cidade de S√£o Paulo (SP) e nas regi√Ķes metropolitanas do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

Segundo o psiquiatra e pesquisador da Universidade Federal de S√£o Paulo (Unifesp), Michel Haddad, a pandemia contribuiu para expor um aumento dos casos de transtorno mental que j√° era percebido nos anos anteriores. "A pandemia escancarou esse problema, mas isso j√° vinha acontecendo de longa data, especialmente nas √ļltimas duas décadas", destacou.

O médico explicou que os transtornos mentais, sendo a depress√£o um dos mais comuns, est√£o ligados a uma série de fatores, desde a pré-disposi√ß√£o genética até quest√Ķes do meio onde a pessoa vive. Por isso, Haddad enfatizou a import√Ęncia de uma aten√ß√£o especial a grupos mais vulner√°veis:

"Os ambientes competitivos, a desigualdade social, as minorias étnicas, as popula√ß√Ķes que t√™m estado de vulnerabilidade social ou os grupos mais vulner√°veis: idosos e adolescentes, todos esses s√£o, infelizmente, a popula√ß√£o mais afetada".

Tristeza e insônia

Apesar de a maioria da popula√ß√£o em geral ter uma boa avalia√ß√£o da própria sa√ļde mental, a pesquisa identificou que muitas pessoas t√™m sintomas que podem ser indicativo de problemas. Disseram ter irrita√ß√£o e insônia 38% das pessoas ouvidas pela pesquisa, percentual que sobe para 53% (irrita√ß√£o) e 45% (insônia) entre os jovens de 18 a 24 anos. A tristeza foi relatada por 48% da popula√ß√£o geral e por 58% dos jovens.

Mulheres

As mulheres também relataram mais quest√Ķes com a sa√ļde mental, com 38% classificando esse aspecto da vida como ruim ou muito ruim. Entre as entrevistadas, 47% disseram ter irrita√ß√£o, 45% insônia e 53% tristeza. As crises de choro afetaram 34% das mulheres e 7% dos homens. Entre os jovens, 38% disseram ter esse tipo de episódio.

Entre os fatores que impactaram a sa√ļde mental durante a pandemia, 23% mencionaram as d√≠vidas e a situa√ß√£o financeira, 18% o medo de pegar covid-19 e 12% a morte de alguém próximo.

Desde o in√≠cio da pandemia, foram efetivamente diagnosticados com ansiedade 16% das pessoas entrevistadas, percentual que sobre para 20% entre as mulheres e 19% entre os jovens. Com depress√£o, 8% receberam esse diagnóstico, sendo que entre as mulheres o n√ļmero fica em 10%.

Para Haddad, mesmo após o fim da pandemia, os efeitos desse momento na sa√ļde mental da popula√ß√£o devem permanecer por algum tempo. "Mesmo depois de um controle dessa quest√£o sanit√°ria, dos √≠ndices de infec√ß√£o, nós ainda vamos viver os impactos dessa pandemia nos transtornos mentais", ressaltou.

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