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Data Science abre caminhos para novos adeptos da agrofloresta

Sistema produtivo eleva os índices de uma propriedade quando é feito com base em bancos de dados

Por Assessoria de Imprensa em 07/06/2021 às 09:17:20

A an√°lise e simula√ß√£o baseadas em bancos de dados robustos tem permitido aos empreendedores rurais uma tomada de decis√£o mais assertiva. Nos projetos de agrofloresta, sobram exemplos que refor√ßam a import√Ęncia de Data Science para a constru√ß√£o de um novo agronegócio. Em resumo, este sistema produtivo une floresta e lavoura e tem aproximado o campo de conceitos avan√ßados de bioeconomia e sustentabilidade.

"Na implanta√ß√£o de um sistema agroflorestal, as decis√Ķes que n√£o se baseiam nos repertórios produtivo e ambiental caminham para o fracasso", alerta Paula Costa, engenheira florestal e cofundadora da PRETATERRA, empresa que vem promovendo a agrofloresta no Brasil. Ela lembra que, para harmonizar a cria√ß√£o de animais, lavouras, florestas e recursos hídricos disponíveis, é preciso entender como cada um deles funciona e a regi√£o onde aquele sistema se encontra. "A lógica de todos os projetos agroflorestais é a mesma, pois nos inspiramos nos ecossistemas naturais. Contudo, n√£o existe uma receita pronta e a an√°lise de dados é fundamental para elaborar o design próprio mais adequado para cada sistema produtivo", acrescenta Paula.

Ao lado do também engenheiro florestal Valter Ziantoni, Paula fundou a empresa, h√° cinco anos, para ser, além de consultoria, um hub de intelig√™ncia agroflorestal. Juntos, eles j√° implementaram mais de 100 projetos dentro e fora do Brasil. Valter destaca a import√Ęncia da sistematiza√ß√£o e da dissemina√ß√£o da informa√ß√£o para que o agronegócio adote as pr√°ticas sustent√°veis reconhecidas internacionalmente. "Em nossos treinamentos, existe muita troca de experi√™ncias e aprendizado e isso agrega valor de forma diferente de uma monocultura. Aqui, a diversidade é um caminho para a produtividade e a resili√™ncia dos sistemas. O Brasil est√° se tornando uma vitrine mundial de projetos agroflorestais e estamos construindo um grande banco de dados para que mais produtores, do Brasil e de outros países, adotem este modo de produzir", detalha.

Um dos cases da PRETATERRA ajuda a ilustrar como funciona um banco de dados para a agrofloresta. Em Avaré, no interior de S√£o Paulo, foram plantadas mudas de Khaya grandifoliola, também conhecida como mogno africano. Convivendo com pés de café e banana nanica, estas √°rvores podem ser colhidas em 14 anos, o que abre caminho para uma renda extra ao agricultor agroflorestal. "A lista de subprodutos em sistemas com √°rvores também inclui forragem, l√°tex, fibras, óleos, resinas e frutos. Para escolher o tipo de √°rvore a ser plantado precisamos considerar o clima, o solo, a disponibilidade de √°gua, dentre outros", analisa Valter. Segundo ele, sítios e fazendas agroflorestais t√™m produ√ß√Ķes que podem ser, em média, 60% maiores do que usando o modelo antigo, monocultural. Os subsídios para a tomada de decis√£o sobre a escolha das espécies mais adequadas para o lugar, os produtos e subprodutos gerados e as proje√ß√Ķes econômicas s√£o facilitados enormemente por meio da ci√™ncia de dados.

Os especialistas da PRETATERRA defendem que a agrofloresta traz outras vantagens competitivas para o campo, pois aproxima a propriedade das certifica√ß√Ķes mais respeitadas no cen√°rio internacional. Isto ocorre porque uma propriedade adaptada usa os preceitos da bioeconomia circular. Entendida como a produ√ß√£o que usa matérias-primas naturais renov√°veis e de origem n√£o-fóssil, ela orienta o reuso de materiais resultantes de outros sistemas produtivos e até ent√£o rejeitados. No exemplo da fazenda de café, as √°rvores plantadas na lavoura podem ser transformadas em renda extra e subprodutos como lascas e serragem podem ser aproveitados na indústria da constru√ß√£o civil. "Na pr√°tica, estamos em busca de harmonizar o conhecimento científico e o natural, as florestas e as pessoas, os alimentos, a produ√ß√£o, o trabalho e o bem-estar e, para isso, precisamos gerar e analisar dados de qualidade", analisa Paula Costa.

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